sexta-feira, 23 de outubro de 2009



Hospitais privados reduzem leitos da rede pública

Dados do Ministério da Saúde indicam que o número de leitos na rede pública de saúde sofreu uma diminuição de 26% entre os anos de 2000 e 2009 e a participação de hospitais privados nas internações feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) caiu de 68,8% para 55,5% entre 1995 e 2007. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com a reportagem, 40 milhões dos 190 milhões de brasileiros têm plano de saúde, sendo que os demais precisam usar a rede pública. "A situação dos leitos do SUS hoje é crítica e dramática", diz ao jornal Ivan Coelho, pesquisador do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Contudo, segundo a Folha, o ministério diz que a redução é resultado da evolução medicina, pois doenças que antes exigiam hospitalização se resolvem nos ambulatórios. Os hospitais privados recebem da rede pública pelos atendimentos, mas não são obrigados a atender pelo SUS.

A reportagem afirma que o hospital recebe, por exemplo, R$ 480 por uma extração de próstata pelo SUS, enquanto os planos de saúde pagam R$ 1.835.

FONTE : TERRA

quinta-feira, 22 de outubro de 2009



Apagão em Brasília é o 2º maior da história da cidade

O apagão que deixou oito cidades satélites do Distrito Federal sem energia elétrica por cerca de 25 minutos nesta quinta-feira foi o segundo maior apagão da história de Brasília, disse o diretor de manutenção e operação da Companhia Energética de Brasília (CEB), Amilton Naves. De acordo com a empresa, o problema atingiu 64% do Distrito Federal.

O apagão foi provocado pelo desligamento nas linhas de transmissão entre Furnas e a CEB. Entretanto, as causas do desligamento só serão conhecidas daqui a um mês, quando houver um estudo nas estações atingidas.

Segundo Naves, houve uma interrupção automática em quatro linhas, duas em Brasília/Norte e duas em Furnas. "A ocorrência foi na interligação que temos entre Brasília e Furnas", afirmou.

De acordo com Naves, a falta de investimentos e de manutenção nas linhas de transmissão de energia podem ter causado o desligamento. "Se pararmos para ver, esse desligamento tem uma dimensão bem razoável, porque pegou mais de 50% da região. Realmente faltam investimentos para evitar este tipo de problema", disse.

A falta de energia teve início às 11h05 e começou a ser reestabelecida gradualmente às 11h30. As regiões administrativas atingidas foram Plano Piloto, Lago Sul, Lago Norte, Sobradinho, Planaltina, São Sebastião, Águas Claras, parte de Taguatinga e parte de Ceilândia.

FONTE : TERRA

quarta-feira, 21 de outubro de 2009



Foragido é preso com metralhadora do Exército na Grande SP

Um homem de 28 anos que estava foragido foi preso na noite desta terça-feira com uma metralhadora de uso exclusivo das Forças Armadas em Osasco, na Grande São Paulo. Ele era procurado pela polícia desde maio, quando fugiu da penitenciária de Itapetininga, no interior do Estado. As informações são do Bom Dia São Paulo.

O fugitivo ficou escondido na casa da mãe depois de sair da cadeia por conta do indulto de Dia das Mães. O foragido morava com sua mulher e seu filho recém-nascido.

Ainda de acordo com o telejornal, o homem cumpriu três dos 14 anos a que foi condenado por crimes praticados no interior de São Paulo e no Paraná. No entanto, agora ele pegar ficar mais outros seis anos na prisão pelo porte de arma de uso restrito.

FONTE : TERRA

terça-feira, 20 de outubro de 2009



AF 447: parentes de vítimas processam Airbus e fornecedoras

Um advogado norte-americano entrou com processo contra a fabricante de aviões Airbus e várias fornecedoras do setor aéreo na segunda-feira, em busca de compensações não especificadas em nome dos familiares de oito dos 228 passageiros que morreram quando o voo AF 447 da Air France caiu na costa brasileira, em maio deste ano.

O processo afirma que os reclamantes, parentes de alguns dos mortos no acidente, "sofreram uma perda de apoio", além de outras perdas como resultado das mortes. A ação foi enviada a um tribunal do Estado norte-americano de Illinois.

O avião Airbus A330 que caiu no oceano era "defeituoso e irracionalmente perigoso", afirma o advogado.

Também são alvo da ação as fabricantes de peças aeronáuticas Honeywell International, General Electric, Rockwell Collins, Thales e a fabricante de chips Intel.

A Airbus, uma unidade da EADS, não comentou o assunto. "Tomamos conhecimento disso. Não comentamos sobre processos", disse Mary Anne Greczyn, gerente de comunicações da Airbus nos EUA, em email.

O voo AF 447 caiu no Oceano Atlântico após decolar do Rio de Janeiro em direção a Paris no dia 31 de maio, matando 228 pessoas. Investigadores afirmam ainda não saber o que causou o acidente do A330. A investigação pode levar mais um ano.

"Estamos apenas buscando compensação financeira justa, apoio financeiro para as perdas deles", disse Floyd Wisner, advogado especializado em acidentes aéreos, que entrou com a ação. Ele afirmou que, entre os reclamantes, estão pais, cônjuges e filhos de vítimas do acidente oriundos de Hungria, França, Argentina e de outros países.

Defesa
"Não existem evidências de que qualquer produto da Honeywell a bordo do voo 447 estava com defeito ou não funcionou adequadamente", disse a Honeywell International em comunicado.

"Como nem a caixa preta nem a maior parte dos destroços foi encontrada, a ação perpetrada na corte de Illinois é somente especulação. Vamos defender agressivamente nossa reputação e nossos produtos e continuar a usar nossa tecnologia para ajudar a garantir que um evento tão trágico como esse possa ser evitado no futuro", acrescentou o comunicado.

A Intel afirmou em nota que, após uma análise inicial, não acredita que a ação tenha mérito no que diz respeito à fabricante de chips.

O porta-voz da Intel, Chuck Mulloy, afirmou na nota que a ação não traz acusações específicas contra a Intel, somente acusações gerais. "A Intel não vende componentes no mercado aeroespacial por bem mais de uma década", disse Mulloy. "Então, no que diz respeito à Intel, o caso não tem mérito."

Entre outros alvos do processo, a Rockwell Collins afirmou que não comenta processos pendentes. Representantes da Hamilton Sundstrand, unidade da United Technologies, e da GE disseram que essas empresas não analisaram o processo ou não poderiam comentá-lo.

Motorola, Thales, Du Pont, Goodrich e Raychem não retornaram imediatamente os pedidos por comentários. A Judd Wire não foi encontrada para falar sobre o caso.

FONTE : TERRA

segunda-feira, 19 de outubro de 2009



Bombeiros morrem em elevador durante incêndio em Mumbai

Seis bombeiros morreram nesta sexta-feira enquanto tentavam combater um incêndio em um prédio de Mumbai, na Índia, segundo informações divulgadas pela agência Xinhua. O Corpo de Bombeiros informou que os companheiros estavam dentro de um elevador cheio de fumaça no 14º andar e morreram asfixiados.

O elevador teria ficado preso entre dois andares devido a um problema mecânico. As tentativas de resgate não foram realizadas há tempo, apesar do incêndio ter sido controlado, conforme informações dos bombeiros.

Esta foi a segunda chamada de incêndio do mesmo prédio em menos de quatro horas depois que algumas pessoas estouravam fogos de artifício para celebrar o festival de luzes Diwali.

FONTE : TERRA

domingo, 18 de outubro de 2009



Notícias » Brasil » Brasil Grileiros comercializam terras da União na internet no AM

Fazendas na Amazônia com áreas quase sete vezes maiores do que a cidade de São Paulo são comercializadas pela internet. Contudo, os anúncios das ofertas ocultam a informação de que as terras são públicas e ocupadas de forma ilegal. As informações são da edição deste domingo do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo o jornal, um exemplo da irregularidade é o caso de fazendas anunciadas no site MF Rural em Lábrea, município localizado no sul do Amazonas. Conforme a coordenação do Terra Legal, programa de regularização fundiária do governo, as propriedades à venda não constam no cadastro oficial de propriedades privadas.

No último recadastramento de terras no município, de acordo com a publicação, somente 74 proprietários rurais apresentaram os documentos comprovando a legaliade de suas terras. Mais de 200 imóveis tiveram o cadastro suspenso em 2008.

O coordenador do programa, Carlos Guedes, garantiu à reportagem da Folha de S. Paulo que o site será questionado judicialmente. Ele ainda disse que a região passará por uma rigorosa fiscalização, com o objetivo de localizar e recuperar terras públicas ocupadas ilegalmente.

"Existe essa indefinição sobre quem é realmente o dono da terra, se é da União ou de particular, e muita gente se aproveita", afirmou à publicação o prefeito de Lábrea, Gean Barros (PMDB), que classificou o município como "fora de controle".

Ainda conforme a reportagem, no cartório de Lábrea, registros de 5,5 milhões de hectares de terras foram anulados pela Justiça do Amazonas no início da década. A dimensão da fraude, segundo a publicação, equivale a mais de 80% do tamanho do município.

FONTE : TERRA

sábado, 17 de outubro de 2009



Incêndio destrói acervo de Hélio Oiticica no Jardim Botânico

Obras estavam guardadas em ateliê, na casa do irmão do artista. O acervo com duas mil obras estava avaliado em 200 milhões de dólares

Rio- A cultura brasileira sofreu um revés na madrugada deste sábado. Um incêndio destruiu parte do acervo do pintor e artista plástico Hélio Oiticica, na Rua Engenheiro Alfredo Duarte, 391, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

As obras de um dos mais consagrados artistas brasileiros, morto em 1980, estavam acondicionadas em um ateliê de reserva técnica, no andar térreo da casa do irmão, César, de 70 anos, responsável pelo Projeto Hélio Oiticica, que agrega pesquisadores e colecionadores, em todo o mundo.

A notícia da perda do acervo de Oiticica abalou a comunidade artística e deixou amigos e familiares perplexos. O fogo, que destruiu toda a área do acervo, tivera início por volta das 22 h. Cerca de 20 homens dos quartéis de Bombeiros do Humaitá e Catete foram acionados para debelar as chamas. Ninguém ficou ferido. As causas do incêndio ainda são desconhecidas.

Entre as cerca de duas mil obras, destruídas pelo fogo, estavam fitas de vídeos, documentários, livros, além de quadros e obras consagradas como os Bólides e os Parangolés, sendo esta última, a primeira manifestação ambiental coletiva, envolvendo capas, barracas, estandartes e passistas da Mangueira, na mostra Opinião 65.

O acervo do projeto estava avaliado em cerca de 200 milhões de dólares.


César Oiticica: a única vítima desse incêndio foi a Cultura Brasileira

Comovido e chorando copiosamente, César lamentou a perda de 90% do acervo de Hélio Oiticica, criador de Monocromias (formas quadradas recortadas e coladas sobre suporte retangular branco), Bilaterais, Bólides e dos Parangolés.

"Queria morrer junto com as obras. Após a morte do Hélio, em 1980, fiquei responsável pelo acervo. É muito triste! Não tenho dúvidas, a única vítima desse terrível incêndio foi a Cultura Brasileira", lamentou César Oiticica.


Hipótese de incêndio criminoso foi descartada

A hipótese de um incêndio criminoso foi descartada por César Oiticica. De acordo com o irmão do artista, além do forte aparato externo de segurança no bairro, o ateliê contava com sensíveis alarmes de presença e anti- incêndios, além equipamentos de climatização para manutenção das obras.

"Essa possiblidade está completamente descartada. O acervo tinha um forte aparato de segurança", ressaltou.

O tenente do Corpo de Bombeiros Yuri Manso, responsável pela operação, informou que as chamas consumiram as obras com rapidez e que só após o resultado do laudo técnico será possível chegar às possíveis causas do incêndio.

Oiticica consolidou estética do movimento tropicalista

Hélio Oiticica nasceu no Rio de Janeiro, em 26 de julho de 1937. Oiticica foi, entre outros, pintor, escultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas. É considerado por muitos, um dos artistas mais revolucionários de seu tempo e sua obra experimental e inovadora é reconhecida internacionalmente.

Em 1959, Hélio Oiticica fundou o Grupo Neoconcreto, ao lado de artistas como Amilcar de Castro, Lygia Clark e Franz Weissmann. Na década de 1960, Hélio Oiticica criou o Parangolé, que ele chamava de "antiarte por excelência".

Foi também Hélio Oiticica que fez o penetrável Tropicália, que não só inspirou o nome, mas também ajudou a consolidar uma estética do movimento tropicalista na música brasileira, nos anos 1960 e 1970. O artista morreu no Rio de Janeiro, em 26 de março de 1980.

FONTE : TERRA